Castelo Branco regista aumento generalizado da criminalidade
As forças de segurança PSP e GNR registaram um aumento dos casos de criminalidade em Castelo Branco no primeiro semestre de 2026 face ao mesmo período de 2025, nomeadamente ao nível da criminalidade geral
Segundo os dados disponibilizados pelo Conselho Municipal de Segurança, na área de intervenção da PSP verificou-se um aumento da criminalidade geral de 4,8% relativamente ao primeiro semestre de 2025.
"Os crimes contra o património representaram no primeiro semestre de 2026 54% da criminalidade global. A criminalidade violenta teve um aumento real de duas ocorrências face ao período homólogo".
Ainda no âmbito da área de atuação da PSP, a sinistralidade rodoviária registou no período em análise um aumento de 15% nos acidentes ocorridos e de 13% no total de vítimas, destacando-se em termos de proporcionalidade um aumento de acidentes com feridos graves.
"A tipologia de acidentes rodoviários que mais expressão tem são as colisões. Contudo, os atropelamentos tiveram, no período homólogo, um aumento significativo".
Já em relação à área territorial da GNR, registou-se um agravamento homólogo de 20,1% no primeiro semestre de 2026, transversal a quase todos os meses.
"O fenómeno dominante é o incêndio/fogo posto florestal, concentrado entre março e junho, que justifica cerca de metade do aumento verificado".
No período em análise, os militares da GNR registaram ainda um aumento de crimes de condução sob o efeito do álcool, condução sem habilitação legal e crimes contra a caça e pesca.
"Nos crimes contra as pessoas, destaca-se o aumento do crime de ameaça e coação e da violência doméstica, tendo descido o crime de ofensas à integridade física".
As três freguesias que registam maior número de crimes são Castelo Branco, Alcains e Lardosa.
A GNR salientou ainda que em relação aos crimes contra o património a situação mantém-se globalmente estável, devendo, contudo, manter-se a atenção ao furto em residência e ao furto de metais não preciosos.
No que diz respeito aos dados da Rede Nacional de Apoio às Vítimas de Violência Doméstica, registou-se também um aumento de casos relativamente ao semestre homólogo: "A grande maioria são novos casos".
Relativamente ao apoio às crianças envolvidas nestes casos, o número também aumentou.
Face aos números apurados, a comissão deixou algumas medidas para desagravar a tendência de aumento, nomeadamente a sensibilização pública na área da segurança rodoviária, violência no namoro e doméstica, segurança de pessoas e bens, o reforço de patrulhamento, a melhor articulação entre entidades e condicionamento ou restrição de queimadas e trabalhos com máquinas agrícolas e florestais.